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Artigo:Doenca de Alzheimer Em Novembro de 1906, num congresso de psiquiatra, realizado na cidade alemâ de Tubigen, o neuropatologista Alois Alzheimer (1864-1915) poferiu uma palestra que entraria para a história da medicina. Sob o tíulo "Uma enfermidade específica do córtex cerebral", ele descreveu o quadro da senhora Auguste D. Aos 51 anos em 1901, depois de ter em púbico um ataque feroz de ciúme do marido, ela foi internada com problemas de comportamento no hospital Municipal de Lunáticos e Epiléicos, em Frankfurt, onde Alzheimer trabalhava. O local era sanatório famoso por tratar de usuários de drogas mediante terapias humaizadas,como banhos terapeuticos e psicoterapia. Não havia explicação para a mudança tão brusca de comportamento de Auguste. Ela sempre se mostrara recatada e saudável em seus hábitos. O único dado destoante era que, seis meses antes, Auguste começara a ter lapsos de memória e apresentar dificuldades pra se expressar. Esses déficits cognitivos se agravaram até sua morte, cinco anos mais tarde. Durante a necrópsia da paciente, Alzheimer analisou amostras do tecido cerebral dela. Foi então que ele observou o acúmulo de uma "substância incomum" no córtex cerebral. A tal substância, mais tarde se descobriria, era a proteína beta-amiloide. Ele descreveu seu achado da seguinte forma: " Uma patologia neurológica de causa desconhecida que envolve déficit de memória, alterações de comportamento e incapacidade para as atividades rotineiras". O disturbio ganhou o sobrenome do neuropatologista e 1910, quando o psiquiatra Emil Kraepelin (1856-1926), também alemão, descreveu a descoberta de Alzheimer em seu Manual de Psiquiatria, uma das principais referências médicas do século passado. Até então, todos os lapsos de memória eram atribuídos sobretudo à senilidade ou ao uso de substâncias entorpecentes. Por muito tempo, não foi dada a devia importância ao achado de Alzheimer. Não por desleixo, mas por uma questão demográfica. Como até a II Guerra Mundial a expectativa de vida na Europa e nos Estados Unidos mal chegava aos 60 anos, a doença descrita por ele era rara. (Texto extraido na íntegra da Revista VEJA, Edição 2130 - Ano 42 - nº 37 - pg. 158 - 16 de Setembro de 2009) |
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